18/06/2018

Tosta de pimentos grelhados e requeijão | receita biológica


Esta receita é uma ode ao verão.
Não só tem as cores com que mais o gostamos de ver, como nos transporta para os sabores típicos dos santos populares, das jantaradas noite fora, dos petiscos leves... e sempre saudáveis.
(vou manter esta onda até ao final do verão, preparem-se)

Costumo fazer esta receita muitas vezes, mas nunca tinha juntado bacalhau em conserva que lhe eleva o estatuto de entrada/petisco a refeição ligeira. Este da La Gondola é conservado em azeite e alho, pelo que não precisa de qualquer tempero adicional. É o melhor que experimentei até agora.

Esta é a última receita da minha longa parceria com o El Corte Inglés - a quem agradeço profundamente o voto de confiança - e, modéstia à parte, parece-me que fechamos com chave de ouro.

Quem não está com água na boca?






INGREDIENTES
[7/8 tostas]

1 pão alentejano, fatiado (ou broa de milho)
Azeite biológico Romeu, q.b.
1 dente de alho biológico
2 pimentos vermelhos, em tiras finas
1 pimento verde, em tiras finas
Flor de sal e pimenta preta q.b.
1 embalagem de requeijão de vaca e ovelha
2 latas de bacalhau em conserva biológico La Gondola
Outros queijos (para acompanhar a tábua)


PREPARAÇÃO

  1. Pincelamos as fatias de pão com azeite e grelhamos de ambos os lados, marcando bem o pão;
  2. À parte, numa frigideira antiaderente com azeite e alho picado, salteamos os pimentos em lume médio-alto. Temperamos com flor de sal e pimenta preta moída;
  3. Barramos requeijão generosamente sobre o pão torrado e sobrepomos os pimentos grelhados e o bacalhau em lascas. Rectificamos temperos com flor de sal e pimenta e servimos de imediato numa bonita tábua de madeira.

Post escrito em parceria com o espaço Bio & Natural dos supermercados El Corte Inglés.


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29/04/2018

Bombons de coco e chocolate só com 4 ingredientes

God Morgon!
Escrevo-vos de Estocolmo e trago mais uma receita biológica. Esta semana até parecia mal se assim não fosse.
É a primeira vez que estou num país nórdico e, apesar de se constatar tudo aquilo que já sabemos sobre o nível de desenvolvimento do Norte da Europa - a sério, é bom pensar que a igualdade de género, salarial, o apoio à natalidade, as infra-estruturas, a saúde e a educação podem ser mesmo de excelência -, há coisas que surpreendem. Uma delas é, obviamente, a alimentação. Não estou a mentir se disser que os ingredientes dos pequenos-almoços dos dois hotéis onde já estive são entre 70-80% biológicos. Os ovos, os iogurtes, os cereais, os cafés e os chás são sempre biológicos.
E nos supermercados e cafés não são mais caros que os não-orgânicos!
 Lembro-me de uma vez ter lido, a propósito da Dinamarca poder vir a ser o primeiro país com agricultura exclusivamente biológica, que Portugal estaria com um atraso de 20-25 anos. É um bocadinho assustador pensar que vou continuar mais de metade da minha vida a ter tangerinas e morangos a saber a químicos. Adiante.
Outra coisa que achei deliciosa em Estocolmo foi um bombom com base de chocolate e café, o chokladbollar. Mais uma vez, é difícil encontrar uma versão que não seja bio. A receita de hoje é inspired by. Espero que gostem. Acompanhem-me no Instagram onde há muitas fotografias desta viagem. :)




INGREDIENTES
[15 bombons]

150 de coco ralado
120 ml de leite de coco biológico, Origens
150 g de chocolate negro 70% biológico
2 colheres de sopa (cheias) de mel de rosmaninho, Santa Maria

Lascas de coco desidratado biológico, Desidrata (facultativo)

PREPARAÇÃO
  1. Numa taça, colocamos os ingredientes pela ordem indicada (excepto os flocos de coco), mexendo entre cada adição.
  2. Formamos pequenos bombons entre as mãos e colocamos no congelador por cerca de 30 minutos a 1 hora.
  3. Derretemos o chocolate em banho-maria. [Se necessário, juntamos um pouco de leite de coco para ajudar a derreter]. Passamos cada bombom pelo chocolate derretido e colocamos num tabuleiro, sobre papel vegetal. Repetimos o processo até todos os bombons estarem cobertos por chocolate.
  4. Polvilhamos com coco ralado e lascas de coco e levamos ao frio até servir.
Post escrito em parceria com o espaço Bio & Natural dos supermercados El Corte Inglés.


16/04/2018

Hambúrgueres de feijão vermelho com palitos de batata-doce | Receita biológica




Gosto deste aspeto tosco e despretensioso como se apresentam. Não pretendem imitar carne, nem dar, através da cor, inputs errados ao cérebro, mas podem muito bem apanhar de surpresa os paladares mais distraídos: cheios de cor e de sabor, eis os primeiros hambúrgueres vegetarianos e biológicos que faço aqui no blogue.
Preparam-se num ápice, com ingredientes que costumam habitar qualquer despensa, e são altamente nutritivos e proteicos. Podem levá-los para todo o lado, ou aproveitar para congelar caso sobrem.
Sem desculpas. 


Vamos lá sujar as mãos?







INGREDIENTES
[8 hambúrgueres]

2 colheres de sopa de sementes de linhaça dourada, + Cru
500 g de feijão vermelho cozido e escorrido, Nature Foods
1 cebola biológica bem picada
1 dente de alho, bem picado
1/2 pimento vermelho, partido em pequenos cubos
1 ovo biológico
Sal e pimenta preta q.b.
1 colher de café de pimentão doce
Coentros frescos biológicos q.b., picados grosseiramente


PREPARAÇÃO
  1. Num robot de cozinha, reduzimos as sementes de linhaça a pó. Adicionamos o feijão, lavado e bem escorrido, e trituramos de novo, até obtermos uma pasta - mas não em demasia. 
  2. Transferimos o preparado para uma taça e juntamos a cebola, o alho, o pimento, o ovo, os temperos, o pimentão doce e os coentros e envolvemos bem com as pontas dos dedos. 
  3. Moldamos os hambúrgueres - usei como medida o tamanho da palma da mão -, embrulhamos em película aderente e levamos ao frigorífico por cerce de 1 hora. 
  4. Aquecemos um fio de azeite numa frigideira e cozinhamos os hambúrgueres, virando com cuidado para não se desfazerem.

*Para acompanhar fiz palitos de batata-doce assados (com casca) e servi com rúcula selvagem.
Tudo bio, é claro.



Post escrito em parceria com o espaço Bio & Natural dos supermercados El Corte Inglés.

02/04/2018

Pavlova de frutos vermelhos | RECEITA BIOLÓGICA


Quando imaginei uma receita para a Páscoa, não me ocorreu fazer outra coisa que não uma pavlova.

A receita de pavlova que guardo há vários anos foi-me dada por uma amiga que cozinha muito, muito bem. Apesar do aspecto ultra vistoso, apetitoso, guloso e, aparentemente, trabalhoso, fazer uma pavlova é muito fácil. Mesmo. Batem-se as claras e espera-se que o merengue fique pronto no forno. Podem fazer o merengue de véspera, no caso de não terem muito tempo, que foi o que fiz para o meu almoço de Páscoa. 
Para além disso, tem alguns truques, que só com o tempo e a experiência se apreendem, mas que eu partilho já para garantir que vos sai perfeita logo à primeira. 

Na verdade, ontem, só queria que passássemos rápido a parte das entradas e dos pratos principais. Havia muita comida na mesa e as pessoas, chegadas à sobremesa, já não tinham grande espaço disponível no estômago. Mas uma pavlova, é uma pavlova. Toda a gente quis e pediu bis - como diz a música do Sérgio Godinho.

A boa notícia - para todos - é que esta receita é mais saudável que a habitual. Ninguém deu pela falta das natas, porque usei a versão grega e bem cremosa da minha marca de iogurtes preferida, a Pastoret, e também ninguém se queixou da falta de doçura, apesar do açúcar não ser o branco refinado. E a hortelã é o-bri-ga-tó-ri-a.

É uma receita 100% biológica, onde os frutos vermelhos brilharam e sabiam ao que deviam saber sempre.

É assim que se fazem pessoas felizes.





INGREDIENTES

5 claras biológicas
1 pitada de sal
150 g + 150 g de açúcar biológico Native
1 colher de chá de amido de milho (Maizena)
1 colher de chá de vinagre de vinho branco

200 g de morangos biológicos
125 g de mirtilos biológicos
4 hastes de hortelã biológica Vasco Pinto
1 colher de sopa de açúcar
4 iogurtes biológicos Pastoret (receita grega)

PREPARAÇÃO
  1. Pré-aquecemos o forno a 100º C.
  2. Forramos um tabuleiro com duas folhas de papel vegetal. Reservamos
  3. Batemos as claras em castelo bem firme com uma pitada de sal, juntando, pouco a pouco, 150 g de açúcar.
  4. À parte, misturamos 150 g de açúcar com 1 colher de chá de amido de milho e adicionamos ao preparado de claras. Por fim, acrescentamos o vinagre e envolvemos.
  5. Deitamos as claras no centro do papel vegetal, desenhando um círculo e fazendo um buraco no meio (o espaço para o recheio).
  6. Levamos ao forno por cerca de 120 minutos, controlando sempre.
  7. Entretanto, arranjamos os frutos e misturamos numa taça com folhas de hortelã e uma colher de açúcar, para macerar.
  8. Assim que o merengue estiver pronto, deixamos arrefecer um pouco e vertemos o iogurte no centro do merengue.
  9. Enfeitamos com os frutos vermelhos e servimos de imediato.
Alguns truques
  • Forrar sempre o tabuleiro com duas folhas de papel vegetal e não uma;
  • O tabuleiro deve ser colocado em cima da rede do forno e não do tabuleiro do forno, para que coza uniformemente;
  • Quando uso frutos vermelhos, e não há crianças para comer, sugiro que se junte um cálice de Vinho do Porto uma a duas horas antes e se deixe a macerar.

Post escrito em parceria com o espaço Bio & Natural do El Corte Inglés Gaia-Porto


05/03/2018

Pizza de espelta com tomate e mozzarella fresca | Receita biológica


Acreditem ou não, não sou escrava da balança. Mas gosto de me alimentar bem, tenho prazer quando como comida saudável e os ingredientes frescos e biológicos são os que me sabem naturalmente melhor. 

15/02/2018

Leite dourado ~ Golden Milk | Receita Biológica



O leite dourado é a mais recente coqueluche entre os adeptos do fitness. E é um daqueles casos raros 10 para 1: no meio de tanta estupidez, alguém teve uma boa ideia. Isto dito assim, sem tom de voz, pode soar agressivo, mas é a mais crua realidade: a parafernália de dietas ou combinações que surgem dia sim dia não são quase todas um engodo, não são adequadas para o comum dos mortais, e só aumentam a desinformação.

Mas o leite dourado é, como dizia, uma óptima excepção.
A junção de especiarias

28/01/2018

Pão de banana e cacau | Receita biológica




O pão de banana é uma das minhas receitas-salvação (ou deverei dizer perdição?!) sempre que quero um lanche rápido, saudável e guloso. Ou então a melhor desculpa para não desperdiçar bananas demasiado maduras.
Chamo-lhe pão de banana porque a textura assemelha-se mais à de um pão do que à de um bolo, mas é doce o suficiente para recriar o ambiente de gulodice que costuma bater à porta ao fim-de-semana.

12/01/2018

Polenta cremosa com legumes assados, cebolinho e ovo | Receita biológica


Descobri o Época há relativamente pouco tempo e passo lá, quase todos os dias, boa parte do meu intervalo de almoço. Tenho provado de tudo um pouco - sobretudo as bebidas - mas o que eu gosto mesmo é quando decidimos ficar para almoçar.
Num destes dias havia polenta cremosa. Algo idêntica a esta receita que hoje vos trago e que recomendo com todas as letrinhas, sinónimos e vontade possíveis e imaginárias que cabem no verbo recomendar. Vão.

Depois, é claro, vim para casa cheia de vontade de replicar isto, a verdadeira comida de conforto.

A polenta é um ingrediente com as suas idiossincrasias, requer paciência, tempo e uma exacta quantidade de água. Explico-vos tudo na preparação, mas, por favor, não deixem de fazer em casa: comer para crer. 

O combo legumes assados biológicos (cenoura e cogumelos shiitake) com azeite, feta, ovo e cebolinho fizeram desta a melhor refeição caseira dos últimos tempos (meses?). Acho que é redundante dizer onde podem encontrar estes ingredientes, que são um bálsamo para o estômago, mas cá fica. 

Aquela primeira foto é mesmo para deixar água na boca.

30/12/2017

Cevadinha de couve-flor e bacalhau | Receita biológica para bebés e crianças


A Camila está prestes a fazer dois anos e procura sabores diversificados. Prefere batatas assadas a arroz demasiado cozido, esparguete a estrelinhas, enfim, comida com textura por comparação àquela demasiado liquefeita. Os tempos mudaram - e ainda bem! - e nós adaptámo-nos. 

18/12/2017

Sugestão de Natal: bolo rainha saudável | Receita Biológica




Faltam 7 dias para o Natal - sim, estou a fazer o countdown, ainda que sem calendário de advento!

Neste momento, por motivos profissionais, não consigo vir aqui com a regularidade que gostaria, mas estou a gostar tanto do que faço (e, por sinal, tem tudo a ver com medias digitais) que o meu tempo sorve-se à velocidade da luz. 

É domingo e o relógio mostra-me 22:25. Começa a passar da minha hora e os olhos acusam cansaço – bem, estou a escrever isto e a pensar em Manuel António Pina: "Calma, é apenas um pouco tarde" ou, no caso, a melhor paráfrase para "o copo meio cheio".

13/11/2017

Focaccia de tomate desidratado, azeitonas e alecrim | Receita 100% Biológica


A quietude de um domingo soalheiro serviu-lhe de palco. A escolha criteriosa dos ingredientes deram-lhe vida. O aconchego do cheiro que inebriou a casa juntou as pessoas à mesa e à sua volta. 

22/10/2017

Risotto de cogumelos com abóbora assada



Uma das maiores virtudes deste trabalho é, sem dúvida, poder provar ingredientes que, de outra forma, passariam despercebidos na sua prateleira de supermercado.
Refiro-me, neste caso em particular, aos risottos que já estão temperados e só precisam de um pouco de vinho, água, um bom queijo parmesão e alguns minutos para ganharem vida.

05/10/2017

Bolachas de aveia e alperce | Receita biológica para crianças


Se é verdade que não tenho muito tempo para fazer bolachas, também é verdade que não teria paciência para isso. Pelo menos, numa base semanal.
O facto de já existirem inúmeras opções relativamente saudáveis à venda no supermercado - sobretudo no espaço Bio & Natural do El Corte Inglés - ajuda muito quem se preocupa em comer ou oferecer aos filhos bons ingredientes. Importa, acima de tudo, saber ler os rótulos e interpretar a informação.
Regra geral, os produtos embalados não são benéficos para a nossa saúde, embora não venha mal algum ao mundo se os consumirmos pontualmente. 
Cá em casa, costumamos ter tostas de quinoa da Pain de Fleurs (que a Camila adora!) ou tortilhas de milho, sem açúcar e sem sal. E faço as minhas próprias bolachas, de vez em quando, sem complicar.

A sugestão de hoje tem apenas cinco ingredientes. Foi validada pela nossa nutricionista favorita, a Catarina Trindade, e, por sinal, é feriado. 

Não preciso de dizer mais nada, pois não? :)

01/10/2017

Bolo de maçã sem açúcar | receita biológica para crianças


Assim que testei este bolo de maçã pela primeira vez, num espaço de 24 horas fiz três fornadas. 
Esta receita não tem açúcar - adoçámos com mel - e usei, pela primeira vez, óleo de côco num bolo. Fi-la especialmente para o programa Filhos & Cadilhos, do Porto Canal - podem ver aqui o vídeo (a partir do min' 14:35) - e onde é sempre um enorme gosto regressar.

19/09/2017

Sumo verde de acelgas, melão e matcha [receita biológica]


Muitas vezes, e pelas mais variadas razões, não conseguimos ingerir a dose diária recomendada de fruta (3 a 4 peças) e de vegetais (aproximadamente 400 gramas). 
Os sumos e batidos vieram colmatar em parte (e sublinho o em parte) esse problema e, ao mesmo tempo, simplificar a tarefa: "atiram-se" uma série de ingredientes a gosto para um liquidificador e está feito. 
É claro que assumi-lo é demasiado redutor - porque um sumo não deve substituir um prato de legumes - e a variedade é sempre o mais importante.

Nesta receita, introduzi um superalimento: o matcha.

O matcha não é mais do que o chá verde moído, mas o facto de ser em pó torna-o super-concentrado, altamente nutritivo e possibilita resultados mais rápidos.
Entre os principais benefícios estão a queima de gordura (acção depurativa), a redução dos níveis de colesterol e de stress e a prevenção de cancro. Tem um elevado teor de vitamina C (70 vezes mais antioxidantes do que o sumo de laranja), magnésio e proteínas.
Obtido através da secagem das folhas que são depois moídas artesanalmente, o matcha Ox Nature é oriundo do Japão e podem encontrá-lo à venda no espaço Bio & Natural do El Corte Inglés.

Pessoalmente, adoro a combinação de ingredientes: a frescura das acelgas e do pepino casa na perfeição com a doçura do melão maduro.








Esta bebida pode ser uma excelente opção para acompanhar o almoço ou lanche - ou para segundas-feiras que precedem fins-de-semana de festa :)

Também podem ver a receita no instastories em @anachaves

INGREDIENTES
(400-500 ml)

3 pés de acelgas frescas biológicas, em pedaços
Meio pepino biológico, em rodelas
1 fatia de melão maduro biológico, limpa de sementes
1/2 colher de chá de matcha biológico Ox Nature
1 copo de água

[Nota: se o melão não for suficientemente doce, podemos juntar uma colher de café de mel]

PREPARAÇÃO
  1. Juntamos todos os ingredientes no liquidificador e trituramos na velocidade máxima por cerca de um minuto.
  2. Transferimos o sumo para um frasco (ou copo) e bebemos de imediato.
Post escrito em parceria com o espaço Bio & Natural do El Corte Inglés

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Boa semana ♥


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27/08/2017

Noodles de curgete e cenoura com pesto de manjericão [receita biológica]

É ainda no processo de conceptualização mental de uma receita que eu defino os pormenores, as cores, os adereços e as louças. Muito pouco ou nada é alterado depois disso. 
Quando pensei nuns zoodles (zucchini noodles) soube imediatamente que lhes queria adicionar a cor pungente da cenoura e do tomate-cereja e um guloso molho pesto caseiro elaborado não com parmesão, mas com pecorino.

03/08/2017

Salada de arroz integral, amendoim e ovo


Não me levem a mal a falta de originalidade, mas eu creio que já sou conhecida pela frequência e avidez com que consumo arroz com ovo estrelado. Sem reservas, sem ciência ou arte, sem pretensiosismos ou subterfúgios: arroz e ovo. É uma gramática fechada - como dizia Souto de Moura numa entrevista publicada hoje no DN - que funciona lindamente.

Por outro lado, entristece-me ver que as contas de Instagram que sigo são um quase deserto neste tipo de oferta, sobretudo porque pratos destes são altamente "instagramáveis" (já vos mostro no meu IG).

Nesta versão mais completa e apetecível, ao arroz integral juntei amendoim torrado, vegetais crocantes e outros nem tanto e muita cor. O arco-íris e a saúde estão à mesa em quinze minutos. 
Acompanham-me?







INGREDIENTES
[2 pessoas]

Para a salada
1 chávena de arroz integral biológico
2 mãos cheias de rúcula selvagem
6 a 8 rabanetes laminados
4 pétalas de tomate-seco previamente hidratadas em azeite
2 ovos biológicos
Amendoins ao natural a gosto
Coentros picados a gosto
Azeite virgem extra q.b.
Sal e pimenta-preta moída na altura q.b.

Para o molho de mostarda e mel
2 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de mostarda
1 colher de sopa de azeite
1 pitada de pimenta-preta

PREPARAÇÃO

Da salada
  1. Começamos por cozer o arroz em água temperada com sal seguindo as instruções da embalagem. Retiramos e esperamos que arrefeça um pouco.
  2. À parte, numa frigideira anti-aderente e sem gordura tostamos os amendoins. Retiramos e reservamos.
  3. Na mesma frigideira pincelada com azeite, estrelamos os ovos. Polvilhamos com pimenta-preta.
  4. Num prato fundo, colocamos a rúcula, depois o arroz, os rabanetes laminados e o ovo estrelado. Adicionamos, por fim, o tomate-seco picado, os amendoins e os coentros a gosto.
Do molho
  1. Numa pequena taça, juntamos todos os ingredientes e mexemos bem até que se incorporem.

No final da semana, publico mais uma receita biológica para bebés e crianças- e eu acho que não a vão querer mesmo perder!
Até lá ♥

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04/07/2017

Gelado de nectarina, bolacha e iogurte sem açúcar | receita biológica


Imaginem um gelado que combina nectarinas, iogurte e biscoitos crocantes de côco. Já está? Estudos demonstram que se não ficaram a salivar, a probalidade de estarem a mentir é superior a 90% :)

Criar sobremesas saudáveis é um permanente desafio que me dá muito gozo. A minha inspiração para esta receita vem de um dos meus gelados favoritos, o strawberry cheesecake da Häagen-Dazs que é um atentado de sabor e, infelizmente, de calorias. Nesta versão, troquei os morangos pela nectarinas, as natas pelo iogurte e queijo-creme, o açúcar pelo mel, as bolachas calóricas pelos biscoitos de espelta e açúcar de côco. Parece simples e é mesmo!

Desde que terminou o último resquício de açúcar branco cá em casa - há vários meses -, nunca mais comprei outro. Também não há, na minha exígua despensa, sinal de óleos, margarinas ou natas. A verdade é que, com algum esforço criativo, todos são dispensáveis mesmo quando pretendemos fazer criações gulosas. Já repararam na quantidade e diversidade das receitas que faço sem recorrer a qualquer um deles?

Para replicarem este delicioso gelado, só vão precisar de seis ingredientes. Invistam, por isso, em produtos de qualidade e, se possível, biológicos.
Os meus vieram todos do espaço Bio & Natural do El Corte Inglés Gaia-Porto. Para mim, continua a ser o sítio com maior oferta de produtos biológicos e mais confiável também (digo isto a propósito do último tema de capa da Revista Visão).

01/06/2017

Papa de cereja e aveia | receita biológica para bebés




Há dias, em conversa com a Catarina Trindade (nutricionista pediátrica de quem já muito vos falei), comentávamos a inexistência de cereais saudáveis para o pequeno-almoço dos miúdos. Isto advinha do facto de que a Camila, do alto dos seus 15 meses e muito exercício nas pernas gordinhas, já não se contenta apenas com o leite.
As fórmulas lácteas que as marcas oferecem desde os quatro meses têm uma concentração absurda de açúcar. E quando avançamos um pouco na idade e escrutinamos, por exemplo, o rótulo de uma papa Nestum o cenário não muda. Os ingredientes em maior quantidade, logo depois da farinha de trigo, são a sacarose e o mel. Dois tipos de açúcares. (...)

21/04/2017

Quatro deliciosas propostas com bolachas de arroz



Nos últimos dias, dediquei-me mais tempo e esse é o motivo da ausência de publicações. 

Primeiro, comecei a sentir um cansaço extremo e uma pressão quase insustentável que culminava não raras vezes num paradoxo: ter muitas ideias e não ter vontade ou tempo ou mesmo energia suficiente para as pôr em prática. Os meus dias passavam a voar.
Não sei se já vos aconteceu isto, mas ajudou-me imenso perceber quais eram os focos de tensão que podiam ser eliminados e quais eram, de facto, as actividades onde me sentia realizada. É óbvio que nem tudo é tão linear assim, que há problemas que não têm solução à vista, que há preocupações que não se apagam como que por magia.
Mas há, isso sim, pequenas alterações que se podem fazer para inverter o curso das coisas. E há uma certeza irrefutável: se não formos nós a fazê-las, ninguém as fará por nós.
No meu caso: comecei a sair muito mais de casa, a ir mais vezes ao ginásio ou fazer caminhadas à beira-mar (aproveitando o sol), comecei a não cozinhar tantas vezes (cozinhar por obrigação, diariamente, para nós e para a Camila, estava a esgotar-me), a alimentar-me (ainda) melhor, a beber mais água e inscrevi-me num curso de inglês (o meu nível já é o intermédio avançado, mas há muito por aprender e agrada-me muito a ideia de ter uma meta onde chegar).

Nem vos consigo traduzir por palavras o quão esta combinação foi benéfica para mim e para todos à minha volta. 

Pelo caminho, fui apontando no meu habitual bloco de notas receitas que quero fazer e que chegarão aqui muito em breve. 
Para já, e sem mais delongas, deixo-vos não uma mas quatro sugestões deliciosas para darem vida às vossas tortitas de arroz. Gosto delas especialmente ao pequeno-almoço ou como snack a meio do dia.






Tortita de manteiga de amendoim, banana e mirtilos (a do urso)
1 tortita de arroz sem sal
1 colher de chá de manteiga de amendoim
3 fatias de banana
3 mirtilos
Polén de abelha q.b.

Tortita de morangos e chocolate
1 tortita de arroz, sem sal
1 colher de chá de creme de cacau e avelãs (usei da NatureFoods)
3 ou 4 morangos biológicos, em quartos
Lascas de côco seco q.b.

Tortita de abacate e ovo
1 tortita de arroz, sem sal
1 abacate maduro, pequeno
1 pitada de flor de sal
1 fio de azeite
1 ovo biológico (estrelado ou escalfado)
1 pitada de pimenta preta

Tortita de requeijão e banana
1 tortita de arroz, sem sal
1 colher de chá de requeijão magro
Meia banana, em fatias
1 fio de mel
Sementes de papoila q.b.
1 colher de café de granola caseira

Nota: as bolachas devem ser consumidas de imediato.
Façam as vossas combinações preferidas e partilhem comigo usando a hashtag #sweetbigas no Facebook ou Instagram.

Bom fim-de-semana de sol! ♥



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