27/03/2019

Fondant de chocolate e caramelo [a verdadeira gulodice!]

Se o amor fosse um bolo seria pequeno e inteiro, tinha o formato de coração e saberia a chocolate derretido e a caramelo.

Há receitas que são verdadeiros fenómenos - e eu consigo entender porquê. Quando partilhei uma destas fotografias pela primeira vez no @instagram tive o maior número de reações que me lembro de ver. No século XXI, as coisas medem-se mais ou menos por este prisma: o número de gostos que determinada coisa tem e, a par disso, os comentários de quem efetivamente teve a sorte de provar.

Este trabalho, alusivo ao Dia dos Namorados, foi feito para o blogue da MO - que está por tempo indeterminado offline - mas não merecia ficar na pasta digital a acumular pó (também ele virtual).

Quando virem os passos da receita perceberão como é inacreditavelmente simples de fazer; quando a provarem vão pedir bis, como diria o Sérgio Godinho.

E para aqui estamos em salamaleques
a lamber mãos feitas para abanar leques
a pedir bis, a gritar bravo,
a aplaudir, muito bem
e até domingo que vem


Não têm de quê. :)






INGREDIENTES
[para 6 fondants]

100 g de chocolate negro (70% de cacau)
100 g de manteiga magra sem sal
2 ovos inteiros
2 gemas de ovo
100 g de açúcar amarelo
110 g de farinha sem fermento
6 caramelos (usei Werther’s original soft)

[opcional:
1 pacote de natas frescas
1 colher de sopa de açúcar em pó]


PREPARAÇÃO
  1. Pré-aquecemos o forno a 190º C (sem ventoinha).
  2. Num tacho pequeno, derretemos a manteiga. Partimos o chocolate em pequenos pedaços e colocamos numa taça. Juntamos ao chocolate a manteiga bem quente e mexemos com uma vara de arames até obter uma mistura sem grumos.
  3. Numa taça à parte, batemos os ovos e as gemas com o açúcar até que triplique de volume. Adicionamos a mistura de chocolate e a farinha peneirada. Mexemos bem.
  4. Vertemos o preparado para as formas* previamente untadas com manteiga. Introduzimos um caramelo no centro de cada forma e levamos a cozer por cerca de 8 a 10 minutos.
  5. Batemos as natas com o açúcar em pó até obtermos o ponto de chantilly. Reservamos.
  6. Retiramos os fondants das formas e servimos de imediato – acompanhamos com natas batidas, morangos ou com sorvete de tangerina.
*também se podem usar ramequins que possam ir ao forno.

A forma que usei é Nordic Ware.


Bom resto de semana ♥

Também estamos no 
& 

18/12/2017

Sugestão de Natal: bolo rainha saudável | Receita Biológica




Faltam 7 dias para o Natal - sim, estou a fazer o countdown, ainda que sem calendário de advento!

Neste momento, por motivos profissionais, não consigo vir aqui com a regularidade que gostaria, mas estou a gostar tanto do que faço (e, por sinal, tem tudo a ver com medias digitais) que o meu tempo sorve-se à velocidade da luz. 

É domingo e o relógio mostra-me 22:25. Começa a passar da minha hora e os olhos acusam cansaço – bem, estou a escrever isto e a pensar em Manuel António Pina: "Calma, é apenas um pouco tarde" ou, no caso, a melhor paráfrase para "o copo meio cheio".

01/10/2017

Bolo de maçã sem açúcar | receita biológica para crianças


Assim que testei este bolo de maçã pela primeira vez, num espaço de 24 horas fiz três fornadas. 
Esta receita não tem açúcar - adoçámos com mel - e usei, pela primeira vez, óleo de côco num bolo. Fi-la especialmente para o programa Filhos & Cadilhos, do Porto Canal - podem ver aqui o vídeo (a partir do min' 14:35) - e onde é sempre um enorme gosto regressar.

27/01/2017

Bolo de mirtilos com sementes de papoila


Até esbarrar num bolo de mirtilos da Tara O'Brady, uma das muitas receitas do seu livro Seven Spoons, a minha vida decorria sem grandes percalços, que é como quem diz, nada me afligia de sobremaneira.
Só que aquela página nunca mais me abandonou até que, na terça-feira, decidi ir ao supermercado comprar os ingredientes que faltavam (tinha a maioria em casa o que também foi um bónus). 
Adiei até quinta.
Ontem, quando acordei disse mal da minha vida. O dia estava escuro, luminosidade zero, uma tragédia para quem, como eu, fotografa sempre dependente das condições climatéricas. Não desisti. Não fiz o bolo de manhã, esperei pelas abertas com que a tarde mais provavelmente me brindaria (ingénua).
Fui obrigada a acender a luz - que detesto e que me faz gostar um bocadinho menos destas fotografias - mas não dramatizei (mais).

Hoje de manhã, a rotina habitual: acordei, vesti a Camila - que já tinha tomado o leite - ela foi para escolinha e eu tomei o pequeno-almoço tranquilamente (e publiquei-o no Instagram).
Depois, sentei-me na cadeira branca que é uma réplica muito boa da Charles Eames, tirei o cartão da máquina fotográfica e introduzi-o no computador.
O cartão já tem uns anos e muito, muito uso, e de todas as vezes que faço este gesto penso que já devia ter um pé na Fnac para o substituir por outro. Mas não, a letargia, sempre a letargia. 
O ícone da fotografia não saltitava como habitualmente. Nem sinal do cartão.
Meia hora.
Uma hora.
Inspira, expira. Este bolo está contra mim.

O cartão dá sinal de vida e eu quase me comovi.
Começo a ver as imagens.
Um flagelo: demasiado escuras, a luz não resultou, a edição não melhora. Lixo. Faço a selecção possível e acho que esteticamente a composição ficou muito aquém do que é o meu padrão. 

Depois, penso no que é realmente importante: o sabor do bolo.

A massa é muito leve, os mirtilos nasceram para estar ali, a raspa de limão e a baunilha rejubilam o palato e não se pode pedir muito mais do que isto de um bolo.
Questiono-me se vale a pena a partilha. Respondo-vos com o que se segue.

13/01/2017

Bolo de curgete e limão

- "Curgete num bolo, Ana?" - parece que vos oiço daí, a questionar o ecrã do computador ou telemóvel ou tablet enquanto franzem o sobrolho, como quem espera respostas de um objecto inerte.

Esperem. Não fechem este post antes de lerem o que tenho para vos dizer.
Dou-vos algumas razões para não desistirem da minha sugestão antes mesmo de começarem: a curgete é comestível (e isso quase que bastaria), tem inúmeras vitaminas (a maioria na casca, daí a usarmos) e não tem um sabor dominante no bolo. Aliás, praticamente imperceptível.

E, por último, só mais uma a meu favor: o princípio da confiança. Alguma vez vos apresentei uma coisa má? 

17/08/2016

Bolo duplo de chocolate e frutos vermelhos [com recheio e cobertura de mousse de chocolate]


O teu nome
Flor de acaso ou ave deslumbrante,
Palavra tremendo nas redes da poesia,
O teu nome, como o destino, chega,
O teu nome, meu amor, o teu nome nascendo
De todas as cores do dia!
Alexandre O'Neill

Parabéns, meu amor.

25/04/2016

Bolo de cenoura e amêndoa


Dir-me-ão: Ana, ainda há tão pouco tempo publicaste uma receita de bolo de cenoura (esta aqui) e agora outra?
Pois, eu sei, mas há um motivo. Olhar para este bolo de cenoura e amêndoa e para o anterior bolo de cenoura (e côco) é como comparar a minha conta bancária e a de Ricardo Salgado. Há uma diferença estratosférica.

Este é uma espécie de queijada; o de côco é seco. Em comum têm apenas o facto de serem versões pouco calóricas (como quase todas as que habitam este blogue).

03/03/2016

Bolo de chocolate fácil – Especial P3


Antes de mais: uma justificação.
Se este post tivesse outro título que não este, seria A Camila nasceu, o blogue segue dentro de momentos.

Quando enviei a receita deste maravilhoso (perdoem a falta de modéstia) bolo de chocolate para o P3 na passada sexta-feira, estava longe de imaginar que, logo na madrugada seguinte, teria a minha filha - e como isto ainda soa estranho? - nos braços.
Passaram cinco dias; a vida mudou num minuto.
É a primeira vez que consigo abrir o computador desde então. Os dias têm sido demasiado intensos e absorventes - e as noites particularmente chatas - para que me restem forças anímicas para publicar as coisas que tinha previstas, com a regularidade habitual. Assim que todos nos ajustarmos, tudo voltará ao seu ritmo. Ou assim espero :) 

Agora o que me traz aqui: reparem que o bolo não é altamente calórico e não precisa de batedora, nem de ovos separados. Se isto não é motivo suficiente para vos convencer, esperem só até levarem o primeiro garfo à boca.

19/02/2016

Bolo de cenoura e côco – Especial Salsa The Blog


Fim-de-semana, aventuras culinárias e uma necessidade vontade extrema de ingerir doces. Quando estas premissas se juntam, o resultado tem uma forma e é guloso.
E isso não tem que ser mau ou inflingir-nos sentimentos de culpa.

Este bolo de cenoura e côco não tem farinha de trigo branca, nem açúcar refinado, nem manteiga, nem lactose. 
Se é delicioso? – perguntam vocês. 
Ao que eu respondo: – Ainda não estão na cozinha?


Vejam a receita AQUI, no Salsa The Blog. 






Tenham um doce fim-de-semana! :)

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21/09/2015

Bolo de Nutella (e nozes) – Especial P3


A receita desta semana foi um verdadeiro sucesso. Além de ter sido a mais vista, a mais partilhada e a mais comentada desde que iniciámos esta colaboração com o P3 (muito obrigada por isso), foi, também, a que menos ingredientes teve. 

05/06/2015

Bolo de limão e sementes papoila








Se há coisa que eu gosto na cozinha é de tartes e bolos. Por mim, passávamos à frente dos pratos principais e fazíamos almoços e jantares de doces. Um festim. 
(In)felizmente, não ingiro as quantidades de açúcar que julgo serem altamente recomendáveis para suprir as minhas necessidades diárias, mas estou sempre à procura de uma receita para me vingar no fim-de-semana.
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