22/03/2020

Tarte de maçã para um domingo em casa


A melhor parte da quarentena: levar os miúdos para a cozinha e garantir uma boa hora de diversão em família (que inclui narizes e bochechas cheios de farinha). 


Fiz esta tarte de maçã há um par de dias com a Camila e fui partilhando os passos da receita no meu Instagram - inclusive vídeos onde a mini chef devorava pedaços de maçã como se não precisássemos deles para rechear a nossa tarte - e recebi muitas mensagens a pedir a receita.

Eu adoro tartes de maçã e fins-de-semana — que às vezes são preenchidos com calorias supérfluas e dramas familiares, mas sempre com conforto e gratidão. (Não, não vou terminar a frase com uma citação de Paulo Coelho)

Neste momento, o meu otimismo é inversamente proporcional à quantidade de dias de clausura que nos restam, mas isso não impede que se mime um estômago que precisa de aconchego adicional. 
Bem pelo contrário.


Aqui fica uma sugestão para a vossa tarde de domingo. 
Ou para outro dia qualquer. ❤ 
easy as pie!


A qualidade das fotografias é a possível, atendendo a que a tarte foi feita ao final do dia (já sem luz natural) e captada com o telemóvel. Mas verão que isso é um pormenor sem importância.




INGREDIENTES

Para a massa

350 g farinha sem fermento
1 colher de sopa de açúcar amarelo
250 g manteiga (fria), cortada em cubos
130 ml de água (fria)

Para o recheio
7-8 maçãs de maçãs (dependendo do tamanho, e podem ser de diferentes qualidades)
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sobremesa de canela em pó
Sumo de 1 limão (ou laranja)

3 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 pau de canela
Opcional: frutos secos, a gosto (nozes picadas, arandos, passas...)
1 ovo batido, para pincelar
Açúcar mascavado ou demerara, para polvilhar


PREPARAÇÃO

Da massa
  1. Numa taça, colocamos a farinha, a manteiga e o açúcar e amassamos com as mãos até formar uma massa areada. 
  2. Adicionamos a água fria e voltamos a amassar até obtermos uma massa ligada e homogénea. 
  3. Dividimos a massa em duas porções iguais (que serão a base e a cobertura da tarte), embrulhamos cada uma delas em película aderente e reservamos no frigorífico por 1 hora antes de usar.
Do recheio
  1. Descascamos as maçãs e cortamos pequenos cubos. Colocamo-las numa taça e adicionamos as primeiras das colheres de açúcar, a canela e o sumo de limão. Envolvemos e reserve.
  2. Num tacho fundo e largo, derretemos a manteiga e com o açúcar em lume médio, mexendo com uma vara de arames.
  3. Juntamos o pau de canela e as maçãs reservadas. Envolvemos delicadamente e deixamos cozinhar durante cerca de 15 minutos. Se usarmos frutos secos adicionamos apenas no final da cozedura.
  4. Pré-aquecemos o forno a 180 ºC e pincelamos a base e as laterais da tarteira com manteiga.
  5. Dispomos uma folha de papel vegetal sobre a bancada e polvilhe com farinha. Pegamos numa das porções da massa e, com o rolo, amassamos até obter uma espessura de cerca de meio centímetro. 
  6. Com a ajuda do papel vegetal, transferimos a massa para a tarteira. Com as pontas dos dedos, pressionamos a massa, ajustando a toda a forma.
  7. Vertemos o recheio.
  8. Repetimos a mesma operação com a outra porção da massa: polvilhamos a bancada com farinha e amassamos com o rolo até obtermos uma espessura de meio contímetro.
  9. Colocamos a massa (cobertura) sobre o recheio, aparando a toda a volta (cá em casa, aproveitamos as sobras para decorar a tarte e fazer bolachinhas).
  10. Pincelamos o topo da tarte com ovo batido e polvilhamos com o açúcar demerara. Com uma faca, fazemos um X no centro da tarte e levamos ao forno por 45-50 minutos.

18/06/2019

Quiche integral de camarão, legumes e manjericão | Especial Parmalat



Este fim de semana, em trabalho por Lisboa e a dividir mesa sempre com colegas diferentes, vários me perguntaram, com um tom que oscilava entre o espanto e a estranheza, porque é que eu deixei de comer carne. 

Já havia escrito sobre isso aqui no blogue. 

Desde o final de 2017 que não como carne. Alegra-me pensar que cuido e contribuo para o equilibrio desta casa em que vivemos, que é o Planeta, e que o facto de eu não ingerir carne compensa aquele meu amigo ou colega que come muito mais do que devia. Mas a equação é tão simples quanto a decisão, porque a liberdade funciona para os dois lados: eu sou livre de não comer; a outra pessoa é livre de gostar e de comer.

Em teoria, isto só serve para dizer que as receitas que crio e partilho aqui convivem em harmonia com o meu estado vegetariana flexível (porque eu continuo a comer peixe, ovos e lacticínios). 

Assim, quando a Parmalat me convidou a criar uma receita usando a nova nata com tomate, idealizei algo leve, saudável e nutritivo. Para mim, tomate rima com manjericão e, apesar de ter um problema (grave) na domesticação das ervas aromáticas  - elas não se dão comigo, ou aqui em casa, tanto faz -, o manjericão vem resistindo. Oxalá que por muito tempo.
Há qualquer coisa de deliciosamente viciante naquele aroma fresco e no travo apimentado que nos deixa a boca em festa.

E não sobrou fatia para contar a história.






INGREDIENTES

Para a massa:

200 g de farinha de espelta integral
50 g de manteiga magra, sem sal
30 g de azeite virgem extra
45 ml de água
½ c. de chá de sal
½ c. de chá de açúcar amarelo

Para o recheio:

Azeite q.b.
250/300 g de camarão calibre 20/40
2 dentes de alho, picados
½ cebola, laminada
1 curgete, em pequenos cubos
1 cenoura, ralada
½ pimento vermelho, em pequenos cubos
1 mão cheia de cogumelos frescos, laminados
6-8 folhas de manjericão
Sal e pimenta preta q.b.
3 ovos
1 pacote de nata com tomate PARMALAT


PREPARAÇÃO

Da massa:
  1. Junte numa taça todos os ingredientes e amasse vigorosamente até obter uma massa homogénea; 
  2. Coloque um quadrado de papel vegetal na bancada da cozinha, polvilhe com farinha e estenda a massa com um rolo. Transfira para uma tarteira de fundo amovível e pique a base da massa com um garfo. Reserve.
Do recheio:
  1. Pré-aqueça o forno a 200 ºC (sem ventoinha);
  2. Aqueça um fio de azeite numa wok e junte 1 dente de alho. Acrescente o camarão, sal e pimenta e salteie por 5 minutos. Reserve;
  3. Sem lavar, na mesma wok, coloque agora um fio de azeite e junte a cebola e o alho. Deixe refogar. Acrescente a curgete, a cenoura e o pimento e salteie por 5 minutos. Junte os cogumelos e o manjericão, tempere e cozinhe por mais 3 minutos. Por fim, junte o camarão e envolva. Reserve;
  4. Numa taça, bata os ovos com a nata PARMALAT, misturando bem;
  5. Coloque o preparado de legumes e camarão sobre a base da massa, espalhando uniformemente;
  6. Verta a mistura de ovos e natas e leve ao forno por, aproximadamente, 15-20 minutos, até apresentar um tom dourado;
  7. Sirva a quiche quente ou fria, com uma salada a acompanhar.

Boa semana ♥

Também estamos no 
& 

22/10/2018

Salada quente de couve-flor, pescada, coentros e especiarias | Especial Parmalat



Para celebrar o Dia Mundial da Alimentação, a Parmalat desafiou-me a criar uma receita usando o novo molho béchamel isento de glúten e com menos 50% de gordura.

Querendo fugir um bocadinho ao óbvio - ainda que delicioso mundo das lasanhas e cannellonis -, preparei uma salada quente de couve-flor, pescada, coentros e especiarias que é, para mim, o exemplo perfeito de comfort food.

Este novo molho tem uma textura tão cremosa quanto a versão clássica com a vantagem de ser apto para intolerantes ao glúten e não pesar na consciência a quem pretende seguir uma dieta equilibrada. Os meus legumes ganharam uma nova e ainda mais saborosa vida e o estômago agradeceu e pediu bis.

Para além desta sugestão que hoje vos trago, podem usá-lo em receitas comuns como o bacalhau espiritual, pratos de massa, pescada no forno, tartes e quiches, e por aí fora.

Com certeza, será uma opção a manter na despensa cá de casa.


A receita está disponivel aqui.







Post escrito em parceria com a Parmalat

11/02/2018

Tosta quente de curgete grelhada com molho de caril


No início de dezembro decidi não comer mais carne. Não foi nenhuma promessa, não foi nenhuma obrigação. Foi apenas e só uma constatação: deixou de me apetecer carne - estava cansada de comer frango, peru e novilho -  e por isso retirei-a da minha alimentação diária.

04/07/2017

Gelado de nectarina, bolacha e iogurte sem açúcar | receita biológica


Imaginem um gelado que combina nectarinas, iogurte e biscoitos crocantes de côco. Já está? Estudos demonstram que se não ficaram a salivar, a probalidade de estarem a mentir é superior a 90% :)

Criar sobremesas saudáveis é um permanente desafio que me dá muito gozo. A minha inspiração para esta receita vem de um dos meus gelados favoritos, o strawberry cheesecake da Häagen-Dazs que é um atentado de sabor e, infelizmente, de calorias. Nesta versão, troquei os morangos pela nectarinas, as natas pelo iogurte e queijo-creme, o açúcar pelo mel, as bolachas calóricas pelos biscoitos de espelta e açúcar de côco. Parece simples e é mesmo!

Desde que terminou o último resquício de açúcar branco cá em casa - há vários meses -, nunca mais comprei outro. Também não há, na minha exígua despensa, sinal de óleos, margarinas ou natas. A verdade é que, com algum esforço criativo, todos são dispensáveis mesmo quando pretendemos fazer criações gulosas. Já repararam na quantidade e diversidade das receitas que faço sem recorrer a qualquer um deles?

Para replicarem este delicioso gelado, só vão precisar de seis ingredientes. Invistam, por isso, em produtos de qualidade e, se possível, biológicos.
Os meus vieram todos do espaço Bio & Natural do El Corte Inglés Gaia-Porto. Para mim, continua a ser o sítio com maior oferta de produtos biológicos e mais confiável também (digo isto a propósito do último tema de capa da Revista Visão).

30/03/2017

Muffins de maçã e aveia [receita biológica para crianças]

Quando crio receitas doces para miúdos (bolos, muffins, bolachas) gosto de lhes associar uma fruta de modo a que me permita cortar nas quantidades de açúcar. E se é verdade que há bolos que se conseguem fazer (comer) sem qualquer adição de açúcar, outros há que perderiam muito se não o acrescentássemos. 

Vamos a alguns pontos positivos de confeccionarmos doces em casa:

- Sabemos exactamente aquilo que estamos a comer;
- Podemos variar os ingredientes e escolher substitutos mais saudáveis e isentos de químicos;
- A adição de açúcar fica ao nosso critério (um queque comprado numa pastelaria tem cerca 300 kcal e 20 gramas de açúcar por unidade. A propósito: recomendo-vos vivamente que vejam o site sinazucar.org. É bastante elucidativo em relação às quantidades de açúcar escondidas nos alimentos, mesmo daqueles aparentemente inofensivos como o iogurte "O Meu Primeiro Danone" ou as bolachas Maria);
- Não têm conservantes, corantes, nem aromas artificiais.

Estes muffins são uma proposta completa e nutritiva para o lanche das crianças - mas, como qualquer "guloseima", não o são numa base diária. Tem aproximadamente 104 kcal e 5 gramas de açúcar por unidade.
Usei farinha de espelta que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, contém glúten, é mais completa do que o trigo e ajuda-nos a ampliar o espectro de nutrientes que oferecemos aos nossos filhos. Já o iogurte, além de ser uma fonte de cálcio, tem um outro propósito: posso cortar na manteiga e continuo a ter uma boa textura.

A receita, como sempre, tem a aprovação da Catarina Trindade (nutricionista) e foi feita especialmente para o Filhos & Cadilhos, o novo programa do Porto Canal, apresentado pela Mariana D'Orey.
O cenário é delicioso, as conversas são imperdíveis (tenho aprendido imenso com os convidados) e é, de facto, um daqueles formatos à medida da apresentadora que se propõe a descomplicar a parentalidade - e fá-lo, garanto-vos, tocando em assuntos sensíveis de modo desempoeirado e simultaneamente incisivo.

É já este sábado (dia 1 de Abril) - e todos os sábados - às 11 horas da manhã. A não perder.




INGREDIENTES
[Para 12 muffins | A partir dos 12 meses]

2 maçãs biológicas (idealmente doces)
2 ovos biológicos
60 g de açúcar amarelo biológico
20 g manteiga magra sem sal
50 g de iogurte natural biológico (sem açúcar)
100 g de farinha de espelta branca biológica (ou farinha de trigo sem fermento)
50 g de flocos de aveia finos biológicos
1 colher de chá de fermento em pó
2 colheres de sopa de amêndoa granulada biológica
1 pitada de canela em pó biológica

PREPARAÇÃO
  1. Pré-aquecemos o forno a 180º C.
  2. Descascamos as maçãs, removemos o caroço e trituramos no robot de cozinha. Reservamos.
  3. Numa taça, juntamos os ovos e o açúcar e batemos por dois minutos.
  4. Acrescentamos a manteiga e o iogurte e batemos novamente
  5. Juntamos a farinha, os flocos, o fermento, a amêndoa e a canela e envolvemos em velocidade baixa apenas até incorporar.
  6. Por fim, adicionamos a maçã triturada e envolvemos.
  7. Depois de colocar as forminhas de papel na forma de muffins, com a ajuda de uma colher distribuímos a massa e levamos ao forno por cerca de 20 minutos.


Durante o programa fiz ainda um smoothie de morango e abacate, mas neste caso terão de esperar por sábado para ver a receita :)

Estou à vossa espera no Instagram


17/03/2017

Smoothie de beterraba, morango e baobab

Agora que já cativei a vossa atenção com as cores vibrantes da imagem, vou contar-vos um segredo: embora pareça, eu não sou uma pessoa de modas. Isto é: tudo o que foge ao padrão dito natural/convencional, que é rotulado com nomes estapafúrdios, que não me remete para coisa nenhuma, não me seduz.
Quando me deparo com embalagens com nomes indecifráveis franzo sempre o sobrolho. É o caso do camu camu, da spirulina, da lucuma, da macarroba, do baobab - a lista era infindável! - e contam-se pelos dedos as que tenho em casa. Há dias até em que me sinto completamente assoberbada com tanta informação.
Só que há outra parte de mim que não gosta de viver na ignorância e assim que tenho mais tempo gosto de explorar e interpretar os rótulos.
Foi o que aconteceu com este superalimento da Iswari, o baobab.

Trata-se de uma fruto nativo de África que quando seca é transformado num pó de tonalidade branca. O sabor é ácido e assemelha-se ao de um citrino, mas distingue-se pelas suas propriedades nutritivas, sendo mais rico e poderoso que uma laranja comum.

Fiz este smoothie agora de manhã para o pequeno-almoço - e vou confidenciar-vos um outro facto: eu não gosto de beterraba. Reconheço-lhe os inúmeros benefícios, sobretudo a concentração de ferro (que me dá energia), e por isso "obrigo-me" a consumi-la amiúde misturando-a com outros ingredientes que mascarem o seu sabor, como a hortelã.

Gostos à parte, há muitas formas de começarmos o dia... mas poucas tão boas como esta.






INGREDIENTES
[para 1 dose]

Meia beterraba (usei cozida)
4 morangos
1 cenoura
5 pés de hortelã (só as folhas)
1 colher de chá de baobab
1 copo de água pequeno
1 pedra de gelo (opcional)

PREPARAÇÃO
  1. Juntamos todos os ingredientes numa liquidificadora e trituramos durante um minuto na velocidade máxima (Bimby: 1min/vel.9). [Se a mistura fica demasiado espessa, acrescentamos mais água.] 
  2. Vertemos o smoothie para um copo e bebemos de seguida.

Nota: se fizerem uma dose maior, podem guardar no frigorifico por dois dias numa garrafa de vidro.


Tenham um fim-de-semana cheio de energia!
Vemo-nos no Instagram?

24/02/2017

Almôndegas de peru com manjericão, esparguete integral e bimis

A Camila faz um ano na próxima segunda-feira (dia 27).
Primeiro, pensei que podia delegar tudo numa daquelas empresas de organização de eventos - eu, ingénua me confesso - que cobram no mínimo uns 500 euros para decorar só a mesa da festa. Empresas conhecidas, é claro. Se falarmos em toda a sala, mais adereços para fotografias e outros pequenos detalhes a coisa pode descambar para os 900-1000 euros alegremente. Há festas que chegam aos 5000 euros, por exemplo. Não são festas, são happenings e é um assalto.

Resultado: pus mãos à obra. Fui à papelaria comprar uma espécie de cartolinas esponjosas para fazer uns corações, colas, pauzinhos, cartões e afins e tudo o que são artigos para festa (copos, pratos, grinaldas, pompons, balões, etc.) foi comprado online na Docinho de Açúcar, que tem coisas verdadeiramente espectaculares e com muito bom ar. Em dois dias estava tudo cá em casa.

Entretanto, falta o bolo (ainda pensei em fazer, mas depois tive um rasgo de lucidez e abandonei a ideia), os cupcakes e as bolachas com os animais da quinta: sei o que quero, como quero e encontrei uma cake designer que tem um portfólio de babar. Vamos ver se tudo isto chega a tempo.
As flores, a fruta e o hélio dos balões vou tratar no próprio dia da festa, assim como as pipocas.

Ando a pensar nesta festa há, pelo menos, dois meses porque a menina Camila começou a dizer que ia fazer um ano com o dedo indicador e de seguida bate palminhas. Que é como quem diz: faço anos e vou ter festa. Só queria que vissem felicidade dela. Ora, não posso defraudar as expectativas da miúda, até porque as fotografias ficam para a posteridade... e a verdade, nua e crua, é que estou a adorar fazê-lo.

Para além disto e de outras coisas que andam na calha, não me tem sobrado muito tempo. 
Fiz estas almôndegas ontem em pouco mais de meia hora. É uma festa de cores no prato, qual Carnaval, e é uma daquelas taças que eu tanto aprecio, que confortam até a alma. Disseram, quem provou, que são a melhor versão até à data. Espero-vos na cozinha para confirmarem a tese.










INGREDIENTES
[4 pessoas]

Para as almôndegas [rende umas 18]
550g de peito de peru, sem gordura, triturada
5 colheres de sopa (cheias) de farelo de aveia (usei biológico da Naturefoods)
1 ovo biológico
1 cebola média
Meio pimento vermelho
1 cenoura
Sal e pimenta preta q.b.
5 folhas de manjericão

Para o molho
1 fio de azeite
1 cebola
1 dente de alho
2 tomates maduros
150 g de cogumelos frescos

Para o acompanhamento
250g de esparguete integral (usei biológico, da Naturefoods)
1 embalagem de bimis
Tomates-cereja a gosto
Lascas de queijo parmesão a gosto


PREPARAÇÃO
  1. Começamos por fazer as almôndegas: numa taça, colocamos a carne picada (triturei o peito de peru na Bimby, vel. 7) e juntamos-lhe o farelo de aveia, o ovo inteiro, a cebola picada, o pimento partido em pequenos cubos, a cenoura ralada, os temperos e o manjericão e envolvemos bem com as pontas dos dedos até obtermos uma mistura homogénea (como na imagem).
  2. Com as mãos húmidas, formamos pequenas bolinhas e reservamos.
  3. Num tacho de base larga, colocamos o azeite, a cebola em meias-luas e o alho picado e deixamos alourar. Adicionamos o tomate pelado e partido em cubos e deixamos apurar cerca de 8-10 minutos. [Nota: se o tomate não libertar sumo suficiente, adicionamos algumas colheres  de polpa de tomate ou mesmo de água].
  4. Colocamos as almôndegas no tacho e juntamos os cogumelos partidos em pedaços. Tapamos e deixamos cozinhar por 30 minutos.
  5. Entretanto, num outro tacho, cozemos o esparguete em água abundante temperada com sal, seguindo as instruções da embalagem. Na parte final da cozedura (últimos 4 minutos), adicionamos os bimis. 
  6. Servimos as almôndegas, o esparguete e os bimis numa taça e adicionamos, a gosto, tomate-cereja, lascas queijo parmesão e pinhões previamente tostados. 
Tenham um bom fim-de-semana ♥ 


Talvez possam gostar:


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24/01/2017

Workshop de Alimentação Infantil Biológica | As receitas

Este sábado dei um workshop sobre Alimentação Infantil Biológica, no espaço Bio & Natural do El Corte Inglés Gaia-Porto (há vídeos inclusive na minha página de Facebook e na do Bio também, caso queiram espreitar).

Foram duas horas que passaram a voar e foi uma experiência inesquecível, a de falar e cozinhar ao vivo no supermercado, não só para quem se inscreveu, mas para todas aquelas pessoas que iam passando - e algumas provando - o resultado da minha inspiração.
Como prometido, deixo-vos aqui as quatro receitas que fiz.

E porque nunca é demais, agradeço novamente ao ECI pelo convite e à Ana em particular, que tem sido inexcedível, assim como à Catarina, que esteve ali o tempo todo comigo como uma verdadeira companhia e companheira de aventura.






Pequeno-almoço: panquecas em formato de gelado (idade: + 12 meses)

Ingredientes

1 banana pequena, madura, esmagada
1/2 iogurte de bebé natural (ou grego light açucarado)
120 ml de bebida vegetal de amêndoa sem açúcar adicionado
150 g de farinha de espelta branca
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 pitada de canela
1 colher de sopa de mel (opcional) só a partir dos 2 anos
Para decorar: 1 banana, cereja ou framboesa, canela em pó

Preparação
  1. Pela ordem indicada, juntamos todos os ingredientes numa taça e mexemos com uma vara de arames.
  2. Numa frigideira anti-aderente e sem gordura, deitamos uma concha de massa de cada vez. Assim que fizer pequenas bolhas, viramos a panqueca e douramos do outro lado. 
  3. Repetimos o processo até terminar a massa. 
  4. Cortamos as panquecas em formato de cone de gelado e juntamos a banana em rodelas e a cereja no topo (como na imagem). Polvilhamos com canela.
Sopa: creme de batata-doce e alface (idade: + 4 meses) 

Ingredientes

1 chuchu 
1 batata-doce bio
Meia cebola bio
3 folhas de alface bio
Frango (opcional)

Preparação
  1. Descascamos o chuchu, a batata-doce e a cebola. Cortamos em pedaços e colocamos numa panela. Juntamos as folhas de alface partidas grosseiramente. 
  2. Colocamos os legumes numa pequena panela e cobrimos com cerca de ¾ de água. [Se quiser, acrescente também a proteína (o frango, neste caso)]. Deixamos cozer em lume médio-alto por 20 minutos. Trituramos com uma varinha mágica ou liquidificador até ficar sem grumos.
  3. Servimos com uma colher de chá (pequena) de azeite.

Prato principal: esparguete com legumes, em formato de flor (idade: + 11 meses)

Ingredientes

100 g de esparguete bio
2 colheres de sopa de ervilhas
1 cenoura bio (pétalas)
Feijão-verde redondo q.b. (caule)
2 folhas de manjericão (folhas)
2 colheres de sopa de milho doce (solo)
Nota: adicionar 20 a 30 g de proteína para uma refeição completa

Preparação
  1. Cozemos o esparguete, as ervilhas, a cenoura cortada em rodelas e o feijão-verde redondo em água fervente (não usar sal até aos 12 meses inclusive) por 15-20 minutos.
  2. Servimos o esparguete no centro do prato, fazendo uma esfera. Colocamos as ervilhas sobre a massa, as rodelas de cenoura a toda a volta (pétalas), o feijão-verde como caule e o manjericão a servir de folhas. Finalizamos com o milho doce, como se fosse o solo.
Sobremesa: bolo de iogurte (idade: +12 meses)

Ingredientes

1 copo de iogurte natural
4 ovos biológicos
1 medida de açúcar mascavado branco bio
Raspa de meio limão
3 medidas do copo de farinha de espelta branca bio (ou farinha de trigo sem fermento)
1 colher de chá de fermento em pó
1 medida do copo de leite magro
Framboesas e mirtilos para decorar

Preparação
  1. Pré-aquecemos o forno a 180º C.
  2. Pomos o iogurte numa taça.
  3. Batemos as gemas com o açúcar. Juntamos a raspa de limão e iogurte reservado e misturamos.
  4. Acrescentamos agora, delicadamente, a farinha e o fermento.
  5. À parte, batemos as claras em castelo e envolvemos no preparado anterior.
  6. Juntamos o leite e incorporamos.
  7. Vertemos a massa para uma forma, previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha, e levamos ao forno por 35-40 minutos (fazer teste do palito).
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Tem sido uma honra integrar este projecto e ajudar a mudar mentalidades, incutindo nas famílias hábitos de vida saudáveis, frescos e isentos de químicos desde a mais tenra idade. 
Muito obrigada a todos  ♥

20/01/2017

Tosta de camarão com pesto de tomate seco


Venho aqui de fugida, com os minutos contados, que serão mais ou menos os mesmos que demorei a fazer estas tostas de camarão. 

Comprei o pão fresco, o camarão já cozido, o tomate seco ali estava e os ovos foram depressa para o lume que fez deles alimento. 
São fatias espontâneas e generosas como uma língua afiada e comem-se com a mão, como se quer. Já foram o meu almoço e só não serão jantar porque não sobrou migalha. E isso diz muito ou diz tudo.








Prato de cerâmica DaTerra

INGREDIENTES
[2 pessoas]

4 fatias de pão saloio (ou outro à escolha)
1 fio de azeite
2 mãos cheias de agrião baby
300 g de miolo camarão cozido
4 ovos de codorniz cozidos
Pimenta preta q.b.

Para o pesto
7 pétalas de tomate seco
Azeite q.b. (se necessário)
1 pitada de sal
1 colher de sopa de queijo parmesão ralado
Meio dente de alho
1 colher de sopa de orégãos secos

PREPARAÇÃO
  1. Demolhamos o tomate seco em azeite por cinco minutos [se já comprarem dos que estão embebidos em azeite ou óleo de girassol, ignorem este passo).
  2. Cortamos o pão em fatias com cerca de 1,5 cm de espessura. Pincelamos uma das faces com azeite e douramos no grelhador (apenas esse lado).
  3. Entretanto, arranjamos o camarão, descascando-o e removendo-lhe o trato digestivo, e cozemos os ovos de codorniz.
  4. Para o pesto, colocamos todos os ingredientes por ordem num robot de cozinha e processamos até obtermos uma pasta.
  5. Espalhamos uma colher chá de pesto por cada fatia de pão. Sobrepomos o agrião, o camarão (5 por tosta) e os ovos cortados em metades. Polvilhamos com um pouco de pimenta preta.
  6. Colocamos numa frigideira, em lume médio-alto, um fundo de azeite. Adicionamos dois dentes de alho esmagados e deixamos aromatizar o azeite por 2-3 minutos.
  7. Vertemos uma colher de chá deste azeite sobre cada tosta e servimos.

A quem se inscreveu no workshop de Alimentação Infantil Biológica, até amanhã :)
A todos os outros, bom fim-de-semana!





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