22/03/2020

Tarte de maçã para um domingo em casa


A melhor parte da quarentena: levar os miúdos para a cozinha e garantir uma boa hora de diversão em família (que inclui narizes e bochechas cheios de farinha). 


Fiz esta tarte de maçã há um par de dias com a Camila e fui partilhando os passos da receita no meu Instagram - inclusive vídeos onde a mini chef devorava pedaços de maçã como se não precisássemos deles para rechear a nossa tarte - e recebi muitas mensagens a pedir a receita.

Eu adoro tartes de maçã e fins-de-semana — que às vezes são preenchidos com calorias supérfluas e dramas familiares, mas sempre com conforto e gratidão. (Não, não vou terminar a frase com uma citação de Paulo Coelho)

Neste momento, o meu otimismo é inversamente proporcional à quantidade de dias de clausura que nos restam, mas isso não impede que se mime um estômago que precisa de aconchego adicional. 
Bem pelo contrário.


Aqui fica uma sugestão para a vossa tarde de domingo. 
Ou para outro dia qualquer. ❤ 
easy as pie!


A qualidade das fotografias é a possível, atendendo a que a tarte foi feita ao final do dia (já sem luz natural) e captada com o telemóvel. Mas verão que isso é um pormenor sem importância.




INGREDIENTES

Para a massa

350 g farinha sem fermento
1 colher de sopa de açúcar amarelo
250 g manteiga (fria), cortada em cubos
130 ml de água (fria)

Para o recheio
7-8 maçãs de maçãs (dependendo do tamanho, e podem ser de diferentes qualidades)
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sobremesa de canela em pó
Sumo de 1 limão (ou laranja)

3 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
1 pau de canela
Opcional: frutos secos, a gosto (nozes picadas, arandos, passas...)
1 ovo batido, para pincelar
Açúcar mascavado ou demerara, para polvilhar


PREPARAÇÃO

Da massa
  1. Numa taça, colocamos a farinha, a manteiga e o açúcar e amassamos com as mãos até formar uma massa areada. 
  2. Adicionamos a água fria e voltamos a amassar até obtermos uma massa ligada e homogénea. 
  3. Dividimos a massa em duas porções iguais (que serão a base e a cobertura da tarte), embrulhamos cada uma delas em película aderente e reservamos no frigorífico por 1 hora antes de usar.
Do recheio
  1. Descascamos as maçãs e cortamos pequenos cubos. Colocamo-las numa taça e adicionamos as primeiras das colheres de açúcar, a canela e o sumo de limão. Envolvemos e reserve.
  2. Num tacho fundo e largo, derretemos a manteiga e com o açúcar em lume médio, mexendo com uma vara de arames.
  3. Juntamos o pau de canela e as maçãs reservadas. Envolvemos delicadamente e deixamos cozinhar durante cerca de 15 minutos. Se usarmos frutos secos adicionamos apenas no final da cozedura.
  4. Pré-aquecemos o forno a 180 ºC e pincelamos a base e as laterais da tarteira com manteiga.
  5. Dispomos uma folha de papel vegetal sobre a bancada e polvilhe com farinha. Pegamos numa das porções da massa e, com o rolo, amassamos até obter uma espessura de cerca de meio centímetro. 
  6. Com a ajuda do papel vegetal, transferimos a massa para a tarteira. Com as pontas dos dedos, pressionamos a massa, ajustando a toda a forma.
  7. Vertemos o recheio.
  8. Repetimos a mesma operação com a outra porção da massa: polvilhamos a bancada com farinha e amassamos com o rolo até obtermos uma espessura de meio contímetro.
  9. Colocamos a massa (cobertura) sobre o recheio, aparando a toda a volta (cá em casa, aproveitamos as sobras para decorar a tarte e fazer bolachinhas).
  10. Pincelamos o topo da tarte com ovo batido e polvilhamos com o açúcar demerara. Com uma faca, fazemos um X no centro da tarte e levamos ao forno por 45-50 minutos.

29/05/2017

Tarte-creme de côco e limão


Apercebi-me de que estava absolutamente viciada, corrompida, dependente do iPhone no exacto dia em que fiquei sem ele. Levei-o para análise não-invasiva à iStore do Norteshopping e o pobre aparelho, que foi entregue ainda com vida, ficou em observação. O display não reagia. Mais tarde, foi enviado para o laboratório e não mais saiu do coma profundo.
Passei uma semana a lamentar a sua ausência até que recebo um aviso de que estava à minha espera um equipamento novo. "Novo", disseram eles.

Comecei tudo do zero.
Cópia de segurança feita, passwords repostas, aplicações descarregadas, imagens escolhidas, tons de toque, emparelhamentos vários, tudo isso capaz de me tirar anos de vida figurava agora no meu novíssimo companheiro.
Um ou dois dias depois, estava eu parada no trânsito e o sol abrasador e satírico batia no ecrã do iPhone. "Não devo estar a ver bem", pensei.
Tirei os óculos de sol. Limpei o ecrã com a t-shirt, depois com o pano dos óculos e os riscos permaneciam. São internos, uma espécie de cruz que se prolonga e atravessa o ecrã.
Voltei à iStore. Não estava particularmente bem disposta, não tinha tempo para passar a vida ali, estavam mais duas pessoas muito zangadas a reclamar ao balcão e, enfim, o mínimo que um cliente pode exigir é seriedade e, vá, algum cuidado. Se pago mais de 800 euros por um telemóvel é natural que a minha fasquia esteja elevada.

Do lado de lá, disseram-me que estes telemóveis de substituição, apesar de "nunca saírem da fábrica da Apple", são "recondicionados" pelo que "estas situações podem acontecer". A parte mais anedótica foi o funcionário ter rematado com um "e passam em todos os testes". A sério? Que testes são estes que não detectam falhas visíveis a olho nu?
Pedi o livro de reclamações e estou, desde então, a preparar-me psicologicamente para entregar novamente o aparelho. Não imaginam o quanto isto me transtorna. E ter que ser eu a assumir um erro da Apple é só inacreditável. Isto já vos aconteceu? 

27/10/2016

Tarte de abóbora e especiarias

Estava à procura das palavras certas para vos falar desta tarte. Dei voltas e voltas e só me consigo lembrar destas: é a oitava maravilha em forma de bolo. Pronto, está dito. É preciso coragem, mas alguém o tinha que fazer.

Não julguem que estou aqui a vender a banha da cobra, que o escrevo para vos incentivar a ligarem já o forno, mas -  e admitindo desde já a minha parcialidade - acho que é a decisão mais acertada. Aliás, eu estou eternamente agradecida à minha amiga Lígia por ter partilhado a receita original comigo (que eu fui alterando ao longo do tempo até conseguir uma versão menos calórica). Isto é, na verdade, serviço público.

Esta tarte foi a receita que fiz, no ano passado, para a revista Time Out Porto, numa edição dedicada ao Outono. Falei-vos disso aqui, recordam-se?
Escolham uma abóbora doce e o mais cor-de-laranja possível (a bolina é a ideal) e não vão para a cozinha com os minutos contados. O resultado é sempre melhor quando dedicamos tempo e carinho às coisas. Sejam elas quais forem.

02/11/2015

Tarte de maçã fácil – Especial P3



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Quando começam os dias de chuva há palavras de comando que o nosso corpo, entorpecido, faz questão de enviar ao cérebro. Comida, sofá e cinema – não necessariamente por este ordem – costumam ser as preferidas. Trata-se de uma espécie de estímulo-resposta pavloviano e vocês já sabem como isto acaba.

Eis a receita da semana para o P3. Uma tarte de maçã que só pede cinco minutos do nosso tempo para ser feita e nos traz conforto que dura uma tarde inteira.

20/06/2015

Tarte de chocolate e avelãs – Especial P3

Já podem ver no P3 a receita desta semana, dedicada a dois (dos muitos, imagino) corações inquietos com quem me cruzo diariamente no metro.

Tem quatro ingredientes. E não precisa de mais nenhum.



20/05/2015

Tarte integral de beterraba e feta



Estava aqui a tentar encontrar as palavras para vos falar desta tarte de beterraba, mas não me parece haver forma mais expressiva do que a música que tenho a ecoar em surdina na minha cabeça:

E para aqui estamos em salamaleques
a lamber mãos feitas para abanar leques
a pedir bis, a gritar bravo,
a aplaudir, muito bem
e até domingo que vem 
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