24/02/2017

Almôndegas de peru com manjericão, esparguete integral e bimis

A Camila faz um ano na próxima segunda-feira (dia 27).
Primeiro, pensei que podia delegar tudo numa daquelas empresas de organização de eventos - eu, ingénua me confesso - que cobram no mínimo uns 500 euros para decorar só a mesa da festa. Empresas conhecidas, é claro. Se falarmos em toda a sala, mais adereços para fotografias e outros pequenos detalhes a coisa pode descambar para os 900-1000 euros alegremente. Há festas que chegam aos 5000 euros, por exemplo. Não são festas, são happenings e é um assalto.

Resultado: pus mãos à obra. Fui à papelaria comprar uma espécie de cartolinas esponjosas para fazer uns corações, colas, pauzinhos, cartões e afins e tudo o que são artigos para festa (copos, pratos, grinaldas, pompons, balões, etc.) foi comprado online na Docinho de Açúcar, que tem coisas verdadeiramente espectaculares e com muito bom ar. Em dois dias estava tudo cá em casa.

Entretanto, falta o bolo (ainda pensei em fazer, mas depois tive um rasgo de lucidez e abandonei a ideia), os cupcakes e as bolachas com os animais da quinta: sei o que quero, como quero e encontrei uma cake designer que tem um portfólio de babar. Vamos ver se tudo isto chega a tempo.
As flores, a fruta e o hélio dos balões vou tratar no próprio dia da festa, assim como as pipocas.

Ando a pensar nesta festa há, pelo menos, dois meses porque a menina Camila começou a dizer que ia fazer um ano com o dedo indicador e de seguida bate palminhas. Que é como quem diz: faço anos e vou ter festa. Só queria que vissem felicidade dela. Ora, não posso defraudar as expectativas da miúda, até porque as fotografias ficam para a posteridade... e a verdade, nua e crua, é que estou a adorar fazê-lo.

Para além disto e de outras coisas que andam na calha, não me tem sobrado muito tempo. 
Fiz estas almôndegas ontem em pouco mais de meia hora. É uma festa de cores no prato, qual Carnaval, e é uma daquelas taças que eu tanto aprecio, que confortam até a alma. Disseram, quem provou, que são a melhor versão até à data. Espero-vos na cozinha para confirmarem a tese.










INGREDIENTES
[4 pessoas]

Para as almôndegas [rende umas 18]
550g de peito de peru, sem gordura, triturada
5 colheres de sopa (cheias) de farelo de aveia (usei biológico da Naturefoods)
1 ovo biológico
1 cebola média
Meio pimento vermelho
1 cenoura
Sal e pimenta preta q.b.
5 folhas de manjericão

Para o molho
1 fio de azeite
1 cebola
1 dente de alho
2 tomates maduros
150 g de cogumelos frescos

Para o acompanhamento
250g de esparguete integral (usei biológico, da Naturefoods)
1 embalagem de bimis
Tomates-cereja a gosto
Lascas de queijo parmesão a gosto


PREPARAÇÃO
  1. Começamos por fazer as almôndegas: numa taça, colocamos a carne picada (triturei o peito de peru na Bimby, vel. 7) e juntamos-lhe o farelo de aveia, o ovo inteiro, a cebola picada, o pimento partido em pequenos cubos, a cenoura ralada, os temperos e o manjericão e envolvemos bem com as pontas dos dedos até obtermos uma mistura homogénea (como na imagem).
  2. Com as mãos húmidas, formamos pequenas bolinhas e reservamos.
  3. Num tacho de base larga, colocamos o azeite, a cebola em meias-luas e o alho picado e deixamos alourar. Adicionamos o tomate pelado e partido em cubos e deixamos apurar cerca de 8-10 minutos. [Nota: se o tomate não libertar sumo suficiente, adicionamos algumas colheres  de polpa de tomate ou mesmo de água].
  4. Colocamos as almôndegas no tacho e juntamos os cogumelos partidos em pedaços. Tapamos e deixamos cozinhar por 30 minutos.
  5. Entretanto, num outro tacho, cozemos o esparguete em água abundante temperada com sal, seguindo as instruções da embalagem. Na parte final da cozedura (últimos 4 minutos), adicionamos os bimis. 
  6. Servimos as almôndegas, o esparguete e os bimis numa taça e adicionamos, a gosto, tomate-cereja, lascas queijo parmesão e pinhões previamente tostados. 
Tenham um bom fim-de-semana ♥ 


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10/10/2016

Esparguete integral com tomate assado e pesto de rúcula


Na passada quinta-feira (dia 6), como vos havia dito no post anterior, fui falar sobre o que é isto de se ter um blogue. De como tudo surgiu, das minhas inspirações e ambições, da forma de trabalho.

Foram duas horas muito bem passadas. Percebi que havia uma plateia atenta, à espera que desvendássemos a poção mágica que nos faz aumentar o número de visitas, de seguidores, de marcas que nos contactam, que torna o blogue efectivamente uma fonte de rendimento.

O Sweet Bigas nasceu para ser exactamente aquilo que é: um blogue de culinária. Desde o primeiro dia que eu sabia o que queria e por onde devia ir. Quis criar, à partida, um espaço bonito, apelativo e que se diferenciasse de alguma forma dos mais de 300 blogues de culinária que existem em Portugal. A Bigas foi esse elemento diferenciador, mas as fotografias, a escrita e o food styling também foram decisivos.

Outra coisa que me parece crucial - e eu disse-o - é a primeira impressão. Nem sempre o leitor nos dá uma segunda oportunidade. Se vem cá uma vez e não gosta, pode não voltar. O mercado é competitivo (se é!) e ter um blogue dá muito, muito trabalho. Manter o leitor interessado dá ainda mais.

Sou eu faço tudo o que aqui se vê. Pesquiso, idealizo as receitas, cozinho-as, fotografo o processo, fotografo o produto final, edito as imagens, fotografo com o telemóvel para o Instagram, escrevo os textos, insiro na plataforma, alinho, edito de novo, reescrevo. Só não fiz o web design, mas escolhi muito bem quem o fizesse.
Ainda assim, o blogue, qualquer blogue comum, antes de ser minimamente conhecido, passa por um período de travessia no deserto. É aquela fase em que ninguém sabe que existimos, em que as visitas não se manifestam, mas nós temos que alimentar a página regularmente. Essa fase é dura e inglória. Parece que trabalhamos (muito) para nada.
Nessa altura, boa parte das pessoas acabam por desistir do projecto. Talvez porque nunca acreditaram verdadeiramente nele. Não desistam.

Eu gosto mesmo muito de cozinhar e de fotografar e, muito embora o blogue me dê genuíno gozo, vejo isto acima de tudo como um trabalho. 
E, depois, o carinho que tenho por esta página é imensurável. Quando o Nuno, o moderador, nos perguntou como é que estaríamos daqui a dois anos, eu e a Sara partilhámos os nossos sonhos. Um deles passa por ser food stylist do Jamie Oliver. Pode ser por apenas uma semana ou duas - e eu gosto de acreditar que por mais difícil que seja, é possível.
O outro, que já não é um sonho, é uma realidade, foi ter conseguido eternizar a minha cadela Bigas. Criar um espaço que será sempre único porque ela existe foi a minha maior conquista.



Ultimamente não tenho tido especial vontade de comer carne e este esparguete já andava na minha cabeça há imenso tempo. É, tal como o imaginei, ridiculamente rápido e delicioso. O pesto rejubila a massa e o estômago aplaude.

21/10/2015

Esparguete com creme de abóbora, presunto e parmesão | A Bigas (a)prova #1


A Milaneza lançou recentemente a linha Natura, uma aposta inteligente na alimentação cuidada, seja por motivos de bem-estar ou de saúde, que inclui massas integrais (macarrão e esparguete), massas aptas para doentes celíacos (espirais e esparguete) e, ainda, massas que ajudam na redução do colesterol (hélices pró-vita).

Para esta receita, que dá início a uma rubrica de teste de produto, o esparguete sem glúten foi o eleito.


Convém dizer, antes de mais, que aqui em casa não sofremos de intolerância ao glúten, senão uma leve sensação de enfartamento e digestão demorada quando são consumidas doses maiores, especialmente ao jantar.

Assim sendo, aquilo que me propus a testar foram uma série de critérios como a confecção, o tempo de cozedura e, claro, o sabor final.

Idealizei um esparguete com creme de abóbora, presunto e parmesão, uma espécie de carbonara, mas sem natas. E – muito importante – convidei amigos, omitindo-lhes que iriam comer uma massa especial.
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