21/07/2016

Salada de meloa cantalupe, presunto e figos


A ideia é muito simples e pueril e não são precisos blogues de culinária para recriar combinações destas. Só que, por vezes, estamos tão habituados à mesmidade da apresentação que não nos lembramos de como uma entrada banal de verão pode ter elementos diferenciadores. E é preciso encontrar mecanismos para não habituar o cérebro à indolência, que é sempre o caminho preferido. 
Um exemplo: há uma tranche de salmão na bancada. O que fazer? Tempera-se com sumo de limão, sal e ervas e vai para o grelhador.
Não.
Não.
Não.
Corta-se a tranche em três ou quatro cubos, pega-se num pauzinho de espetada, intercala-se com fatias de limão finas e, agora sim, grelhador. O trabalho é exactamente o mesmo; o efeito é completamente diferente. Uma analogia para esta sugestão: honestamente, qual seria a piada de servir a meloa em fatias e ainda ter que a partir no prato?

E agora um desabafo, para que não fique recalcado: o meu primeiro impulso foi somar a esta salada pequenas bolas de mozzarella fresca. Na minha conceptualização mental, todas aquelas cores viviam em perfeita harmonia com o branco do queijo. Não o fiz, mais uma vez para contrariar a minha tendência inata de usar queijo, qual alfa e ómega das experiências culinárias. 

Mas vocês vão sempre a tempo.

14/03/2016

Espetadas de tamboril e presunto



Cozinhar e fotografar e editar e escrever com uma bebé de dias em casa é uma tarefa praticamente impossível. Ou faço uma coisa de cada vez - e sou capaz de demorar dois a três dias até terminar um único post - ou não faço de todo.

As pessoas deviam falar mais sobre o outro lado da maternidade. Os blogues, as revistas, os livros que lemos concentram invariavelmente o foco nas coisas boas (no lado afectivo, nas roupas de catálogo, nas fotografias mimosas, no supremo amor que é termos um filho) e "esquecem-se" de nos preparar para o caos em que a vida se transforma em menos de nada, nas noites que nunca são retemperadoras, no choro incontrolável, na recuperação do pós-parto, na depressão mais ou menos forte que nos bate à porta, na constante vigia da cria que quase nos sufoca e nos elimina enquanto pessoas com vida própria e activa.

Aos olhos da sociedade, eu deixei de ser a Ana para ser "a mãe da Camila". Como se esse fosse o único lugar e papel que me está reservado...

21/10/2015

Esparguete com creme de abóbora, presunto e parmesão | A Bigas (a)prova #1


A Milaneza lançou recentemente a linha Natura, uma aposta inteligente na alimentação cuidada, seja por motivos de bem-estar ou de saúde, que inclui massas integrais (macarrão e esparguete), massas aptas para doentes celíacos (espirais e esparguete) e, ainda, massas que ajudam na redução do colesterol (hélices pró-vita).

Para esta receita, que dá início a uma rubrica de teste de produto, o esparguete sem glúten foi o eleito.


Convém dizer, antes de mais, que aqui em casa não sofremos de intolerância ao glúten, senão uma leve sensação de enfartamento e digestão demorada quando são consumidas doses maiores, especialmente ao jantar.

Assim sendo, aquilo que me propus a testar foram uma série de critérios como a confecção, o tempo de cozedura e, claro, o sabor final.

Idealizei um esparguete com creme de abóbora, presunto e parmesão, uma espécie de carbonara, mas sem natas. E – muito importante – convidei amigos, omitindo-lhes que iriam comer uma massa especial.

11/07/2015

Tartines de queijo de cabra, presunto e figos – Especial P3



Já está no P3 a sugestão desta semana.
Fala-se de terminologias culinárias, de nomes pomposos e da forma como nos apropriamos deles. Já a receita faz-se em cinco minutos e o sabor não deixa margem para dúvidas.

11/05/2015

Espargos verdes com presunto (e ovo escalfado)

Adoro espargos; já a Bigas prefere o presunto – mas não pode comer. Há alimentos absolutamente proibidos pelo veterinário (como o chocolate, as uvas, o maracujá e os enchidos) e que não lhe damos mesmo quando resistir-lhe parece a maior crueldade do mundo.
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