05/12/2016

Batata-doce assada, feijão-preto e cogumelos

Este fim-de-semana decidi que não trabalhava. Não me lembro do último sábado ou domingo que passei sem a habitual ansiedade de cozinhar para fotografar, seleccionar, editar, escrever. As receitas de segunda-feira têm que ser, invariavelmente, feitas ao fim-de-semana - a menos que eu tenha trabalhos de sobra para ir publicando. Já tive, não tenho mais. 

Nos últimos dias trabalhei loucamente, senti-me no limite nas minhas forças várias vezes e praticamente à beira de um ataque de nervos. Não há nada que o mereça ou que pague os danos causados e que, infelizmente, são irreversíveis. A saúde, física e psíquica, é um bem maior.
Hoje acordei cedo e, enquanto tratava da Camila, deixei as batatas-doces a assar. Sem pressa. Tomei o pequeno-almoço, o banho e retomei a segunda parte da receita. Fotografei, almocei e, agora, eis-me aqui, recuperada e satisfeita, de volta à minha cadeira branca para partilhar convosco a admirável beleza e simplicidade de uma segunda-feira (sem carne).

Amanhã é o meu aniversário e adivinhem só o que eu resolvi? 
Saber impor limites não é uma veleidade. 

Até quarta :)




INGREDIENTES
[2-3 pessoas]

3 batatas-doces grandes biológicas
Azeite q.b.
Flor de sal e pimenta preta q.b.
1 dente de alho sem gérmen
8 cogumelos paris inteiros (para laminar finamente)
1 lata de feijão-preto (420 g)
3 hastes de tomilho-limão

PREPARAÇÃO
  1. Pré-aquecemos o forno a 180º C.
  2. Cortamos três quadrados de papel de alumínio e colocamos as batatas-doces, individualmente, sobre cada um deles. Regamos com um fio de azeite e polvilhamos com flor de sal. Embrulhamos, dispomos num tabuleiro e levamos ao forno por cerca de 1 hora ou até estarem macias.
  3. Aquecemos azeite numa frigideira e juntamos o alho picado, os cogumelos em lâminas bem finas e algumas folhas de tomilho-limão. Salteamos por 3-4 minutos. Acrescentamos o feijão-preto e deixamos cozinhar por mais cinco minutos.
  4. Assim que as batatas estiverem bem assadas, abrimo-las a meio com a ajuda de uma faca, no sentido longitudinal, e recheamos com o preparado de feijão e cogumelos. Temperamos com um pequeno fio de azeite e flor de sal e servimos de imediato.
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&

22/09/2016

Queques incríveis de batata-doce, requeijão e sementes

Desejava-te como quem deseja afinar as cordas da guitarra e recomeçar um capítulo. Porque é assim que eu te vejo, e nas mais pequenas coisas: nos veios das folhas já secas, nos jardins de cores graciosas, no vento que nos navega na pele, numa manta polar que apetece, num forno que se liga, numa manhã mais fria que pede silêncio e lençóis e meias quentes.
Será Dezembro quando partires, mas, para já, é só tempo de celebrar. 

Olá, Outono, bem-vindo de volta.
[Eu escrevi incríveis no título e não, não estou a ser hiperbólica]

04/07/2016

Bacalhau, batata-doce e espinafres


Quando me convidam para um almoço/jantar a primeira reacção que o meu cérebro tem em modo automático (reparem que não pode ser verbalizada) é "Espero que não seja porco". Desculpem, amigos que me lêem e que já me serviram porco. Eu não gosto do bicho. Se tiver mesmo que comer, como; mas se puder ser, façam outra coisa. Não sou nada esquisita - e até vos trago uma alternativa. 

Esta receita não é nenhum achado, não tem nenhum segredo excepcional e também não é uma absoluta revolução: a única diferença para as terrinas de bacalhau comuns é a batata-doce e o pão ralado caseiro de que já vos falei aqui.

As fotografias foram tiradas minutos antes de um almoço em que convidei, precisamente, uma amiga. Quando a Sofia chegou, estava eu empoleirada no banco do terraço a fotografar. "Dá-me cinco minutos!" - disse-lhe. Enquanto preparava o bacalhau nem me passou pela cabeça que daria um post para o blogue, mas sobrava tempo até à hora combinada e eu aproveitei-o.

Não me digam que a comida não é essencial num momento convívio, que é só um pretexto. 
Já repararam que os melhores momentos, com amigos, com família, são passados quase sempre à volta de uma mesa? E esse tempo de ócio pode ser infinitamente mais prazeroso quanto melhor for a refeição. Melhor não implica despender muito dinheiro. Às vezes, e no caso, basta substituir a batata branca pela doce, ou, num sentido mais lato e metafórico, o porco pelo bacalhau. Não deixem é de me convidar.

27/11/2015

Bolinhos de batata-doce





Quis que o brunch tivesse um ou outro elemento surpresa – até para mim, que me aventurei naquela manhã por receitas nunca dantes testadas.

Não havia muito por onde correr mal, vamos ser sinceros. Poucos ingredientes, combinações prováveis... e (algum) medo, que não é coisa que se diga.
Cada um sem igual, ar rústico e pontas toscas. Cheira a conforto, grita por peixe, ervas frescas ou cítricos como a lima.
O diminutivo fica-lhe bem.

04/05/2015

Creme de abóbora e batata doce com leite de côco




Só há muito pouco tempo é que consegui fazer sopas como as que comia aos Domingos em casa da mãe da minha madrinha. Eram as melhores. Aquelas em que o cheirinho se espalhava pela casa toda e que no prato eram sempre uma explosão de cor.
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