
Tenho tantas recordações boas do Natal que não me chegariam as próximas linhas para vos contar. E nem linhas há, reparem.
Os preparativos sempre foram a minha parte preferida e em criança a mesmidade era sinónimo de alvoroço: fazer a árvore logo que possível, ligar a aparelhagem e tocar as habituais músicas maltrapilhas, ajudar a minha mãe com os doces, receber a família à porta e de pantufas, escolher o serviço de jantar e a toalha mais bonita (aquela verde e vermelha perdeu a cor com tanto uso...).
Esta é a nossa última receita antes do Natal, que o tempo urge. A Bigas já está ali enrolada no seu manto de rugas e eu vou levantar-me desta cadeira e dar início à correria (maratona) que me espera. A meta está ali e eu tenho pressa de lá chegar.
