Ainda fico ridiculamente espantada com a magia das coisas simples. Ou melhor: fico cada vez mais - e estou apostada em apontar a minha forma de ser e de estar para aí. Minimal living no sentido macro que pode assumir, na sua versão micro, a forma de uma receita, uma compra (ou não-compra), uma vela acesa, uma simples t-shirt branca, um quase regresso às origens (mas em bom), que me liberta. Como diria o Salvador, uma vida sem fogo de artifício.
De volta ao que me traz aqui e um exemplo claro do que referi: quem diria que passar uma fatia de pão por ovo e leite (sem açúcar) tornaria este num dos melhores pequenos-almoços de que tenho memória?
Os ingleses chamam-lhe eggy bread e em português encontramos similitude nas rabanadas - mas, vá lá, não tem a mesma graça proferi-lo como quem remete o cérebro para o doce de Natal.
Será, portanto, uma recriação enganadora da imagem com a leveza de que nada do que se faz é banal. É disto que se fazem as minhas manhãs. E é mesmo por isto que, um dia, decidi criar um blogue. Um elogio à simplicidade.
Fiz a receita duas vezes só neste fim-de-semana.

