As cerejas ocupam o primeiríssimo lugar do pódio das minhas preferências no universo da fruticultura (com relativa distância até para o segundo e terceiro lugares que, já agora, são cativos da melancia e dos figos) e toda eu sou júbilo por estes dias.
Costumo acompanhar efusivamente os produtores de cerejas que, uns meses antes, nos antecipam o cenário: muito caras, pouca produção, maldito estado do tempo... ou este ano é que é, vão ser caras (são sempre), mas estão no auge.
Costumo acompanhar efusivamente os produtores de cerejas que, uns meses antes, nos antecipam o cenário: muito caras, pouca produção, maldito estado do tempo... ou este ano é que é, vão ser caras (são sempre), mas estão no auge.
Há umas duas semanas, ouvi um senhor do Fundão, sorumbático, dizer que este Inverno foi nefasto e que a chuva afectou praticamente metade daquilo que seria expectável na colheita.
Espadas no meu coração.
Espadas no meu coração.
Ontem, passei pela mercearia aqui do bairro e lá estavam elas, brilhantes e resplandecentes, a suplicar por mim. A minha alma benemérita é incapaz de negar um pedido de auxílio. Trouxe um quilo e muitas ideias no saco - além de uma dose inabalável de auto-controlo de forma a ter exemplares suficientes para poder apresentar esta receita.

