17/10/2016

Na minha cozinha ainda há espaço!

Raramente faço compras de louça e objectos de decoração online. Por mais que a descrição do produto seja detalhada, o toque é insubstituível.

Quando os meus pais foram a Copenhaga há poucos meses pedi-lhes encarecidamente que me trouxessem um prato da Broste. Preto e branco, estilo nórdico, uma peça absolutamente linda de tão simples. Enviei-lhes duas fotografias do prato via WhatsApp, para um e para outro (não fosse o telemóvel de alguns deles evaporar-se) juntamente com a morada da loja. O tempo que aquele prato demorou a tornar-se no meu favorito - e olhem que eu tenho muitos! - foram os escassos segundos que levei a desembrulhá-lo do papel.

Era grande, completamente raso e fazia a comida brilhar. Laváva-o sempre à mão para não lhe roubar a cor e secava-o de seguida. Fotografei-o duas ou três vezes, a última com uma fatia do bolo de aniversário do meu marido, esse dia fatídico em que o deixei a secar no escorredor. Vocês já estão mesmo a ver como isto acabou. 

O João, desajeitado para não variar, fê-lo deslizar dali para o chão. Ouvi o barulho e ainda atirei um "O que é que partiste agora?" (sim, é um clássico cá em casa).
Ele, insensível, retorquiu: "Foi um prato, um simples". Voei até à cozinha - como se isso me fosse adiantar alguma coisa - e ei-lo em mil pedaços. O prato dinamarquês, jaz morto e arrefecido. O meu coração ficou mais gélido que Copenhaga em Janeiro, mais frio que o Evereste em plena tempestade de neve. Ficou em cacos.
- "É só um prato! Eu compro-te outro!"
Este comentário infeliz nem mereceu resposta.

Tenho uma relação muito especial com as cerâmicas e com objectos de um modo geral, o que é péssimo. Devia mentalizar-me que não passam disso mesmo, de coisas. Que se partem, que perdem a cor, que se esbotenam.

O aparador da sala e todos os armários da cozinha já estão a abarrotar de louça. Ontem, levei os primeiros pratos para os arrumos. Os que já não uso tantas vezes, os preteridos. Mas, minutos depois, enquanto me passeava no site da La Redoute descobri uma marca chamada AM.PM. Os meus olhos rejubilaram e enviaram de imediato uma mensagem para o cérebro: se for para estas peças, ainda se arranja espaço.
[Cliquem nas imagens para mais detalhes]

P.S. E aquela cadeira que ficava tão bem com a minha mesa nova?

18/02/2016

A Bigas (A)prova – DaTerra [With Love]


A apresentação é (quase) tão importante como a comida que servimos. E onde a servimos. E a DaTerra sabe isso muito bem.

Esta marca portuguesa de tableware é o resultado de cérebros criativos e de mãos precisas de artesãos que produzem e pintam cada uma das peças manualmente.
É da fábrica, em Alcobaça, que saem as canecas, os pratos rasos, os de refeição, as taças de massa e de cereais e as travessas que embelezam qualquer mesa; é dali que levam para várias partes do mundo (têm presença em mais de 30 países)  e tão bem  o nome de Portugal. 

Já por cá, as cerâmicas encontram-se à venda em lojas multimarcas, como na Loja de Serralves (no Porto), n' A Vida Portuguesa (em Lisboa), na Assucena (em Sesimbra) e na Sardinha Fresh (em Loulé). Não, (ainda) não vendem online (ohhhhh).



As peças estão aptas para os mais variados usos, desde ir ao forno a serem lavadas na máquina, mas devo ser sincera: o forno ainda não experimentei e tenho preferido a esponja. Nunca (con)fiando demasiado coisas tão bonitas a um electrodoméstico com pastilha. :)

O valor de venda ao público varia entre os €22,50 e os €55... mas o bom gosto ainda não tem preço – e nós só podemos agradecer.


Algumas das peças têm embelezado as minhas composições no Instagram, além de várias receitas aqui no blogue.
Mas não deixem de espreitar o site oficial para conhecerem todas as colecções.

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