Costumo dizer que não tenho tempo a perder. Não tenho mesmo. Há tantas coisas que quero fazer na vida, que evito as que não me dizem nada. E com "coisas" refiro-me a programas onde não quero ir, a pessoas com as quais não me apetece estar, a receitas que não me satisfazem, a filmes que não tenho interesse em ver, a livros que não me estimulam.
Há tantos livros bons para ler, por que haveria eu de me distrair com um que às 80 páginas ainda não me cativou? Devo lê-lo porque é um clássico e fica-me bem dizer estas coisas? Não. Não. Não.
Lembro-me sempre, a este propósito, da frase "Donde no puedas amar no te demores". Não sei quem a terá dito, mas tento tê-la, todos os dias, bem presente.

